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PSOL-ES repudia declarações de Dom Luiz Manchilha Vilela, arcebispo de Vitória

PSOL-ES repudia declarações de Dom Luiz Manchilha Vilela, arcebispo de Vitória
Crédito da foto:Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

O PSOL-ES vem a público manifestar seu repúdio à manifestação do arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela (foto), que, em vídeo divulgado nas redes sociais no último dia 31 de julho, utilizando-se da Instituição Igreja Católica para fazer política partidária – o que é proibido pela Lei Eleitoral – acusa o PSOL de ser “criminoso” e “a favor da morte”.

Diante dessa afirmação falaciosa, de quem deveria ter compromisso com a verdade, o PSOL expressa com veemência seu total repúdio à tal declaração e reitera sua posição em defesa da vida, dos direitos humanos, da diversidade, da democracia e do Estado Laico.

As acusações são gravíssimas, especialmente partindo de um líder religioso, que, ao nos acusar publicamente de defensores da morte, dá falso testemunhos das nossas ações em defesa da vida das mulheres, da negritude, da população LGBT, que são as vítimas preferenciais da violência praticada em nosso estado. Não por acaso o PSOL é o único partido que não possui denúncias de corrupção, não está envolvido na Operação Lava Jato e tem reconhecidamente a melhor bancada no Congresso Nacional.

É lamentável que na atual conjuntura a principal pauta do líder religioso seja o controle sobre o corpo das mulheres e não a crítica ao processo violento de retirada de direitos dos (das) trabalhadores (as), como a reforma trabalhista e da previdência, ou o aumento da desigualdade social e da violência no país.

Cabe elucidar que a ADPF (Arguição de Preceito Fundamental) n. 442, movida pelo PSOL e a Anis – Instituto de Bioética, prevê a alteração dos artigos 124 e 126 do Código Penal para descriminalizar o aborto, com vistas a preservar a vidas das mulheres, especialmente as mulheres negras e pobres, sejam elas casadas, solteiras, evangélicas, católicas, agnósticas etc. pois, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra uma média de quatro mortes por dia de mulheres que buscam socorro nos hospitais por complicações de aborto.

Somente em 2015, foram registradas 1.664 mortes de mulheres em hospitais brasileiros. Na opinião do PSOL-ES, criminalizar o aborto é lavar as mãos para essa realidade, já que somente a descriminalização pode contribuir para que o aborto seja tratado como questão de saúde pública, o que possibilitará acolher e salvar a vida de milhares de mulheres brasileiras que hoje correm risco de vida ao se submeterem à procedimentos inseguros.

Vitória/ES, 1º de agosto de 2018
Direção Estadual do PSOL-ES

Sobre o autor

Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional

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