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Anistia Internacional: Autoridades devem dar resposta sobre quem matou Marielle

Anistia Internacional: Autoridades devem dar resposta sobre quem matou Marielle
Crédito da foto:PSOL 50

No dia em que completam 30 dias da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes a Anistia Internacional Brasil se pronunciou pedindo que as autoridades à frente da investigação deem uma resposta sobre os autores do assassinato. A vereadora do PSOL no Rio de Janeiro e seu motorista foram alvejados na noite do dia 14 de março, no bairro do Estácio, região central da cidade, quando saiam de uma atividade na Lapa chamada “Jovens negras movendo estruturas”.

A diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, disse que enquanto o crime segue sem respostas, as ameaças aos defensores dos direitos humanos, pauta defendida por Marielle, aumentam. “A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por quê. A cada dia que passa e este caso permanece sem respostas, o risco e ameaças em torno dos defensores e defensoras de direitos humanos aumentam”.

Werneck disse, ainda, que a não solução passa a mensagem de que militantes podem ser mortos sem punição para os responsáveis. “O Estado deve garantir que o caso seja devidamente investigado e que tanto aqueles que efetuaram os disparos quanto aqueles que foram os autores intelectuais deste homicídio sejam identificados. Caso contrário, envia uma mensagem de que defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes”.

O Brasil é um dos países onde mais se mata defensores de direitos humanos. Só em 2017, foram pelo menos 58 defensores assassinados. Tais crimes desencorajam a mobilização, alimentam o medo e o silêncio na sociedade.

A Anistia Internacional é taxativa, também, ao avaliar que o crime teve motivação política. A ONG destaca que as características dos disparos e o envolvimento entre os dois veículos indicam que foi um assassinato cuidadosamente planejado, realizado por pessoas com treinamento.

“O assassinato de uma vereadora, defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e lésbica, tem, claramente, a intenção de silenciar sua voz e de gerar medo e insegurança. Mas vamos continuar levantando nossas vozes. Desde que Marielle foi morta, as pessoas no Brasil e em todo o mundo se mobilizaram e não descansarão até que a verdade seja conhecida e a justiça seja feita. Eles tentaram nos calar, mas nós mostramos que não estamos com medo”, conclui Jurema Werneck.

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional

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