Chico Alencar | Republiqueta

Chico Alencar | Republiqueta
Crédito da foto: Valter Campanato

A força de aliciamento e corrupção institucional do governo é tanta que nos confortou ter conseguido empurrar a votação de ontem para o início da noite, sem o meio do dia de pouca audiência, como queriam Temer e sua coalizão de investigados, réus e privatistas totais (servia-lhes também a velha calada da madrugada).

Ao menos se revelou o tamanho real da base do governo, nutrida por desvios recordes do Orçamento Público, e antes alardeada em 380 deputados. Saíram bem menores! Já nós ficamos identificados com a vontade de ao menos 80% da população. E nos preparando para a nova denúncia – de obstrução à Justiça e formação de organização criminosa -, que logo virá.

Temer não terá vida fácil, pela natureza de sua própria prática política, que é a do PMDB (ex-aliado do PT e, agora, de novo, do PSDB, lembre-se). E que, mesmo ainda sobrevivente, chegou ao seu esgotamento. Credibilidade zero! Seus defensores até atualizaram, nos seus pronunciamentos, o “rouba mas faz”: rouba mas, pela “estabilidade”, só investiga depois…

Gente estúpida, gente hipócrita! Quem venceu aqui foi o intestino grosso da pequena política, tornada grande nesses tempos. Historicamente, os vitoriosos de ontem não têm futuro. Mas o nojo por esse sistema apodrecido precisa transitar do alheamento e apatia desesperançados para a indignação ativa. Sem povo informado, organizado e mobilizado nada mudará.

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional