Rodrigo Janot responde à bancada do PSOL com elementos sobre denúncia contra Temer

Rodrigo Janot responde à bancada do PSOL com elementos sobre denúncia contra Temer
Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, respondeu formalmente, na noite desta quarta-feira (12/07), às perguntas apresentadas pela bancada do PSOL na Câmara sobre a denúncia contra Michel Temer, acusado por corrupção passiva no esquema deletado por Joesley Batista, dono da J&S. A resposta de Janot é resultado da reunião que ele teve na última terça-feira (11) com a deputada Luiza Erundina (SP) e com os deputados Glauber (RJ), Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP).

Na ocasião, Janot disse que, ao contrário do que argumenta a defesa de Temer, a denúncia é admissível e, se não fosse, nem o Supremo Tribunal Federal (STF) a teria encaminhado para a Câmara dos Deputados. Ele considerou um despropósito as alegações de que a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer teria sido adulterada, reafirmou que não há motivação política na denúncia apresentada e confirmou que está acumulando elementos para as novas denúncias contra Temer, por obstrução à Justiça e organização criminosa, que serão levadas ao STF em agosto.

Na resposta formal, Janot elenca os fatos que comprovam que a propina recebida pelo braço direito de Temer e deputado afastado Rodrigo Rocha Loures se destinava mesmo ao presidente da República. Para a mostrar a conclusão, o Procurador-Geral retoma alguns momentos do diálogo entre Joesley e Temer, no Palácio da Alvorada. Segundo ele, os envolvidos montaram todo um esquema para dificultar que o crime fosse descoberto.

“Os elementos colhidos se mostraram mais do que suficientes para caracterizar o crime de corrupção, tanto na modalidade aceitação de promessa de vantagem indevida quanto na modalidade de recebimento, uma vez que os valores foram efetivamente percebidos por intermediário da operação. Importante destacar que não se exige para configuração do crime de corrupção passiva na modalidade recebimento o contato físico com os valores recebidos. Na realidade, em crimes dessa natureza o agente tende a evitar o contato físico com os valores ilícitos. Daí a frequente utilização de laranjas, doleiros, empresas de fachadas e outros intermediários, os quais destinam-se justamente a garantir que o crime não seja descoberto”, conclui Janot no documento.

O deputado Chico Alencar comentou o documento enviado por Rodrigo Janot. “Agora temos aqui um documento oficial, que, inclusive, vamos apresentar à CCJ para que o relator Zveiter (Sérgio) incorpore em seu relatório, que é muito esclarecedor”, disse Chico, se referindo ao parecer apresentado pelo relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, pedindo a abertura das investigações contra Temer.

Confira, abaixo, o comentário de Chico.

PRIMEIRA MÃO: PGR responde ao PSOL

Posted by Chico Alencar on Thursday, July 13, 2017

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional