#UmAnoDeGolpe: um balanço sobre os retrocessos

#UmAnoDeGolpe: um balanço sobre os retrocessos

Há exatamente um ano, em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados autorizada a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

A votação, que teve 367 deputados favoráveis e 137 contrários, consolidou o processo golpista que visava nada mais do que o aprofundamento da retirada de direitos e a aprovação de reformas pautadas pelo mercado, como a trabalhista e a da Previdência – que, na ordem, servem basicamente para rasgar a CLT e acabar com o direito à aposentadoria no Brasil.

A fatídica sessão de 17 de abril de 2016 na Câmara dos Deputados foi conduzida por ninguém menos do que Eduardo Cunha, então presidente da Casa e já réu na Lava-Jato, que se tornaria o principal artífice do golpe e do projeto que colocaria Temer de forma ilegítima na Presidência.

O PSOL nunca compôs os governos do PT – fosse com cargos ou com apoio político. Era um dos partidos que menos votava a favor de projetos do governo Dilma, em especial quando a estão presidenta pautou diversas propostas de ajuste fiscal que retiravam direitos do povo brasileiro.

Nem assim, porém, o partido deixou de denunciar claramente o caráter golpista do processo de impeachment.

Um ano depois, o que sobrou? O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, afirma que está cada vez mais óbvio que o golpe não foi feito para acabar com a corrupção, e sim para viabilizar um caminho conservador de solução para a crise econômica. “Os golpistas verdadeiros estão no Banco Central e Ministério da Fazenda. O Temer foi uma contingência, já que se mantém por ser fiel ao programa de ajuste. Mas sempre corre o risco de ser descartado por conta das denúncias de corrupção.”

São incontáveis os retrocessos destes 12 meses. Aprovação do teto de gastos públicos, reforma do Ensino Médio, avanço das reformas trabalhista e previdenciária, desmonte da comunicação pública, adiantamento do debate sobre cláusula de barreira para os partidos políticos, entrega do Pré-Sal… Isso sem contar as denúncias de corrupção, que se amontoam em frente ao Planalto.

Por essas e outras, o PSOL defende a convocação imediata de novas eleições diretas para presidente.

Para o deputado Ivan Valente, a conta do golpe está sendo paga com a retirada de direitos.

 

Jean Wyllys, autor de uma das intervenções mais notórias na noite de 17 de março de 2016, afirma que, hoje, os golpistas estão expostos: “Cunha está preso, Temer assume publicamente que o processo foi uma vingança conveniente de Cunha pelo fato de não ter sido salvo no Conselho de Ética e os mais exaltados em seus discursos contra a corrupção agora são investigados por denúncias de repasses milionários de caixa dois no escândalo da Odebrecht.”

Relembre o discurso do deputado:

Jean Wyllys (PSOL-RJ) vota contra a farsa montada por corruptos

Exatamente um ano depois, os canalhas, aqueles a quem denunciei em meu voto, estão expostos: Cunha está preso, Temer assume publicamente que o processo foi uma vingança conveniente de Cunha pelo fato de não ter sido salvo no Conselho de Ética (em um processo iniciado pelo PSOL e pela Rede!), e os mais exaltados em seus discursos contra a corrupção agora são investigados por denúncias de repasses milionários de caixa dois no escândalo da Odebrecht.Os grupos que encabeçaram protestos nas ruas (e que se afirmavam como dispostos a varrer a corrupção do país) agora fazem minúsculas passeatas a favor do governo e fingem que está tudo bem, que não há motivo para protestar. Aliás, contra um destes há também denúncia de uso de caixa dois. Até a FIESP, patrocinadora do grande pato de borracha inflável, também vê seu presidente denunciado por seis milhões de reais.Durante este ano, fui processado por Cunha – e absolvido! – e perseguido pelos súditos do ex-presidente da Câmara, inclusive com a tentativa de impedir meu mandato por duas vezes, uma delas a partir de vídeo forjado.Exatamente um ano depois, alguém ainda tem a coragem de dizer que não houve um golpe institucional conduzido por um ladrão, urdido por um traidor conspirador e apoiado por torturadores, covardes, analfabetos políticos e, sobretudo, por canalhas e vendidos?–Receba mais informações sobre o nosso mandato aderindo ao canal: http://telegram.me/jeanwyllys_real

Posted by Jean Wyllys on Monday, April 17, 2017

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Em junho de 2016, o PSOL denunciou em seu programa semestral de TV a articulação golpista que colocou Temer na Presidência da República. Assista novamente:

PSOL sem Temer

NO AR: PSOL SEM TEMERNós decidimos o nosso futuro e desse direito não abrimos mão.Confira o programa 2016 do PSOL, na TV e nas redes.#ForaTemer #PSOLnaTVProdução Molotov FilmesRoteiro e direção – Pedro EkmanDireção de fotografia – Fabrício MeniccuciProdução executiva e direção de produção – Juliana BruceEdição e finalização – Glauber BrasilAssistência de produção – Tuca VeigaImagens adicionais (Fora Temer)Especiais agradecimentos ao Mídia Ninja e ao Ocupe a Democracia que disponibilizaram o seu trabalho. Todos juntos contra o golpe e pela democracia.Saiba mais sobre a produção nos estados: http://bit.ly/28PZClm

Posted by PSOL 50 on Tuesday, June 21, 2016

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Neste 17 de abril de 2017, use a tag #UmAnoDeGolpe e denuncie a retirada de direitos. Fora Temer!

 

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional