Governistas querem que Reforma Trabalhista seja aprovada em comissão, sem passar por plenário

Governistas querem que Reforma Trabalhista seja aprovada em comissão, sem passar por plenário
Crédito da foto: Fávio Soares / CD

As manobras políticas em votações já são especialidade dos aliados de Temer. Desta vez, há uma tentativa em jogo de evitar que o projeto da Reforma Trabalhista seja opinado por todos os 513 deputados. O presidente da Câmara Rodrigo Maia assinou um despacho, na sexta-feira passada (10), estabelecendo que a reforma proposta por Michel Temer tramite unicamente na comissão especial que discute o tema, formada apenas por 37 deputados, e não seja votada no plenário.

Esse tipo de tramitação “enxuta” é geralmente utilizada em projetos menos complexos, que não exigem a votação em plenário, conforme consta no regimento interno da Câmara. O PSOL, no entanto, acredita que esse não é o caso da Reforma Trabalhista, uma medida que afeta diretamente os trabalhadores brasileiros e, portanto, necessita ser amplamente discutida entre todos os parlamentares das Casas Legislativas.

“É um verdadeiro absurdo colocar nas mãos de um grupo diminuto de deputados a possibilidade de retirada de direitos de milhões de trabalhadores”, declarou Glauber Braga, líder do PSOL na Câmara.

Concluída a votação na comissão, ainda pode haver recurso para apreciação em plenário. Caso o recurso seja rejeitado, a Câmara pode enviar a proposta direto ao Senado, acelerando a tramitação do projeto.

Já é característico do governo Temer o caráter de urgência para atender a seus interesses sem antes debater com a sociedade brasileira. Trata-se também de uma tática para aprovar projetos de sua conveniência às escuras, aproveitando que as atenções no momento estão mais voltadas à Reforma da Previdência.

A intenção do governo federal é que o projeto seja votado ainda em abril.

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional