“É inaceitável a apologia à tortura e a disseminação de preconceitos”

“É inaceitável a apologia à tortura e a disseminação de preconceitos”

O deputado estadual do PSOL-RJ Marcelo Freixo foi à tribunal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) denunciar a declaração feita pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na sessão que votou o processo de impeachment da presidente Dilma Roussrff, no último domingo (17). Ao declarar seu voto favorável ao afastamento da presidente, Bolsonaro exaltou a ditadura civil-militar, lembrando o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi chefe do DOI-Codi, tendo sido o responsável pelas torturas bárbaras promovidas contra os presos políticos que lutavam por democracia. O deputado fundamentalista ainda fez referência ao fato de Dilma ter sido torturada quando Ustra comandava o mais sangrento quartel dos tempos da repressão. “É inaceitável que membro do congresso faça uma homenagem à tortura. Muita gente morreu e foi torturada para que este congresso esteja aberto. É crime ir ao microfone para defender Coronel Ustra, um dos maiores símbolos da tortura. Isso foi feito domingo, ao vivo. Isso é um desrespeito à memoria dos nossos mortos e a todos que acreditam na democracia. Não pode ser tolerado. É necessário que todos os partidos falem sobre isso. Não é exclusivo da esquerda. Não é possível se calar porque, neste caso, a conivência é muito perigosa”.

Freixo também ressaltou a importância de manter forte a luta em defesa da democracia. “Venho a essa tribuna fazer uma homenagem a muitas e muitos que foram decisivos para que a gente, hoje, tivesse um pouco do convívio com a democracia”.

Assista, abaixo, a emocionante fala do deputado.

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional