Representação contra Jean Wyllys é parte da investida conservadora para calar o PSOL

Representação contra Jean Wyllys é parte da investida conservadora para calar o PSOL
Crédito da foto: Liderança do PSOL

Na noite desta quarta-feira (11/11) os deputados João Rodrigues e Eder Mauro, ambos do PSD, protocolaram na Corregedoria e no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados representação contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), por quebra de decoro parlamentar. Embora a representação tenha como justificativa a defesa feita por Jean no plenário da Câmara depois que um dos deputados do PSD chamou a bancada do PSOL de “escória”, dentre outros insultos, o que está por trás desta iniciativa é a ofensiva da direita contra a esquerda em geral e o partido em particular. “Além da lei da mordaça, que prevê calar o PSOL nas eleições de 2016, estamos diante de outras ações contra nossa combativa bancada”, avalia o secretário nacional de comunicação do PSOL e coordenador político da Liderança, Juliano Medeiros.

O dirigente partidário faz um histórico sobre os ataques que o PSOL vem sofrendo nos últimos meses, em perseguição a sua combativa atuação na Câmara. Juliano lembra que no começo do ano a bancada do PMDB apresentou denúncia contra o deputado Edmilson Rodrigues (PA) na Corregedoria da Câmara. Com sua popularidade em alta, Cunha aplicou uma “advertência” a Edmilson, prometendo punições mais pesadas caso o PSOL não se calasse (o que, obviamente, não aconteceu).

“Meses depois tivemos a felicidade de receber o deputado Glauber Braga em nossas fileiras. Ato contínuo, o PSB do Rio de Janeiro, liderado por Romário (que tem estreita ligação com o PMDB carioca) entrou com ação na Justiça Eleitoral exigindo a devolução do mandato de Glauber. Felizmente o pedido de liminar foi indeferido ontem, mas ainda teremos uma dura batalha até garantir que ele permaneça com seu mandato”, explica Juliano, sobre a perseguição também sofrida pelo mais novo integrante da bancada do PSOL.

Nesta semana, o Conselho de Ética da Câmara abriu processo contra o líder do partido, deputado Chico Alencar (RJ), com base numa representação de Paulinho Pereira, do Solidariedade e principal liderança da central Força Sindical (mais conhecida pelo seu histórico de peleguismo no movimento sindical brasileiro). O secretário de Comunicação do PSOL afirma taxativamente que a ação no Conselho de Ética é um flagrante ato de represália à atuação de Chico em favor da cassação de Eduardo Cunha, “que sequer a imprensa mais reacionária conseguiu defender”. E, na mesma linha, a representação dos deputados do PSD contra Jean Wyllys também não passa de mais um ato de intimidação que não encontrará guarida na bancada ou no partido.

“Os ataques contra o PSOL estão se avolumando. Sinal de que estamos atrapalhando a canalha reacionária na Câmara dos Deputados, ao contrário de outros parlamentares pretensamente de esquerda. É hora de criarmos uma ampla rede de solidariedade e denúncia”, finalizou Juliano Medeiros, reafirmando a necessidade de uma forte campanha da militância e de apoiadores do partido contra a investida de setores conservadores que querem calar o PSOL a qualquer custo.

Da redação do PSOL Nacional

 

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional