Militância se prepara para o V Congresso Nacional do PSOL

Militância se prepara para o V Congresso Nacional do PSOL

Até o momento, nove estados já realizaram suas etapas estaduais e elegeram suas delegações ao maior fórum de debates e deliberativo do partido

Do PSOL Nacional, Leonor Costa

A preparação rumo ao V Congresso Nacional do PSOL, que será de 4 a 6 de dezembro, em Luziânia-GO, cidade do entorno do Distrito Federal, vem tendo um avanço importante desde as últimas semanas, à medida que os estados promovem as etapas preparatórias para o maior e principal evento deliberativo e de discussão do partido. Finalizadas as plenárias municipais, realizadas no período de 8 de agosto a 20 de setembro, em todas as regiões do país, agora a militância participa dos congressos estaduais, que tiveram início no dia 10 de outubro e vai até o dia 9 de novembro.

Até o momento, já realizaram seus congressos os diretórios do PSOL do Acre, Rondônia, Piauí, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe. Em todas essas, foram eleitos os delegados que representarão cada estado na etapa nacional, escolhidas as novas direções dos diretórios e também debatidos os principais temas que fazem parte da programação do V Congresso Nacional.

Os próximos congressos estaduais já agendados ocorrerão no Amapá (22/10), Mato Grosso (24/10), Alagoas (24/10), Goiás (25/10), Paraná (1 e 2/11), Ceará (6, 7 e 8/11), Espírito Santo (7/11), Pará (7/11) e Maranhão (7 e 8/11). Os demais diretórios estaduais ainda devem informar a agenda de congressos à comissão organizadora. Confira a agenda aqui.

Referência do movimento negro é eleito presidente do maior diretório estadual
O jornalista e militante do Círculo Palmarino – coletivo do movimento negro que atua no PSOL -, Joselício Junior, o Juninho, foi eleito, no último domingo (18), do final do V Congresso Estadual do PSOL-SP, o novo presidente do Diretório Estadual de São Paulo, o maior em todo o país em número de militantes. Morador de Embu das Artes, na Grande São Paulo, Juninho já representou o PSOL como candidato a vereador em 2012 e a deputado estadual em 2014. É pré-candidato à prefeitura de Embu para a próxima eleição.

O novo presidente do PSOL-SP encabeçou a chapa Unidade Socialista, que obteve 208 votos. As demais que participaram do pleito para compor a nova direção estadual foram as chapas Bloco de Esquerda, com 141 votos, e Para o PSOL continuar necessário, com onze votos.

A eleição de uma das principais referências partidárias da luta contra o racismo e em defesa dos direitos de negros e negras para presidir o maior diretório do PSOL é, sem dúvida alguma, bastante emblemático, neste momento de acirramento do preconceito racial e de classe, em que a maior vítima da violência do Estado é a juventude pobre, negra e moradora da periferia dos grandes centros urbanos. É um avanço não só para o PSOL, mas para o conjunto da esquerda socialista. “Diante do avanço do conservadorismo, precisamos buscar saídas inovadoras, criando novos paradigmas e ampliando a representatividade dos historicamente excluídos. Quero agradecer imensamente as inúmeras manifestações de felicitações e apoio. Isso me enche de orgulho da trajetória construída coletivamente e espero está a altura desse entusiasmo para dar as respostas necessárias. Estou muito animado com essa nova tarefa”, afirma Juninho, ao avaliar a sua vitória.

Maior congresso da história
O V Congresso Nacional do PSOL será realizado nos dias 4, 5 e 6 de dezembro e nesses três dias a militância socialista participará de debates sobre os vários temas de interesses do partido e, ao final, elegerá a nova direção do PSOL para os próximos dois anos.

O partido cresceu e, por isso, este deve ser o maior congresso desde a sua fundação, incluindo as plenárias municipais e intermunicipais e as etapas estaduais. No 4º Congresso Nacional, realizado em dezembro de 2013, o partido reuniu cerca de 320 delegados e delegadas. Neste próximo, a expectativa é que participem mais de 400 delegados e delegadas, além de dezenas de observadores e convidados nacionais e internacionais.

Ao longo dos três dias, a militância vai discutir os desafios da esquerda socialista para o próximo período, a partir de um amplo debate sobre a conjuntura nacional e internacional; atualizar o programa e as diretrizes do partido para as eleições de 2016 e analisar propostas de mudanças no estatuto. Ao final, elegerá o Diretório Nacional, o Conselho Fiscal e a Comissão de Ética do partido, além da diretoria da Fundação Lauro Campos.

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Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional