Sobre a bancada “BBB”

Ao contrário do que poderia pensar um eleitor desavisado, a Bancada BBB no Congresso Nacional nada tem a ver com o reality show Big Brother Brasil, programa do qual saí vitorioso há dez anos.
 
A criativa nomenclatura, criada por representantes de movimentos sociais e usada pela primeira vez em Plenário pela brava companheira Érika Kokay, do Distrito Federal, está sendo fartamente usada nesta semana em Brasília. No entanto, refere-se à Bancada do Boi (ruralistas), da Bala (policiais, apresentadores de programas sensacionalistas sobre crime e financiados pela indústria armamentista) e da Bíblia (fundamentalistas cristãos).
 
Sim, essa bancada existe, é real, e seus membros se agrupam em torno desses três elementos-símbolos para operar, no parlamento brasileiro, o conservadorismo ganancioso, demagogo e hipócrita. Hoje, em Plenário, rebelaram-se contra a divertida alcunha.
 
Embora no brilhante “1984”, de George Orwell, o personagem “Grande Irmão” seja sinônimo de vigilância, controle e conservadorismo, ainda assim podemos considerar que a Bancada BBB o supera em atraso e obscurantismo. O ofendido, portanto, deveria ser o personagem.

 

Sobre o autor

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Jean Wyllys é deputado federal pelo PSOL-RJ.

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