Samarco sabia que barragem corria risco desde 2013

Documentos da investigação movida pelo Ministério Público estadual de Minas Gerais sobre o desastre do rompimento da barragem em Mariana, no ano passado, provam que o dito “acidente” foi um crime ambiental motivado pela negligência da mineradora Samarco. Em 2013, a companhia foi alertada, por meio de um relatório feito por uma consultoria de engenharia, dos riscos operacionais da barragem de Fundão.

Os documentos foram obtidos pelo programa Fantástico, da TV Globo, e veiculados neste domingo (17).

O relatório da empresa Vogbr alertam a Samarco: “a água junto ao pé da Pilha de Estéril [rejeitos] da Vale pode comprometer a segurança operacional da Barragem de Fundão”, junto a fotos da água acumulada no local.

A reportagem mostra ainda outras diversas irregularidades em torno do processo de licitação para a construção das barragens. Durante o processo de obtenção da licença prévia, a Samarco entregou apenas dados básicos, e não o projeto executivo total do empreendimento. Mesmo assim, a fundação estadual do meio ambiente deu seguimento e, com isso, o projeto seguiu para a segunda fase sem estudos essenciais sobre a segurança da estrutura.

Além disso, o tempo inacreditavelmente curto com que a mineradora conseguiu as licenças também são motivo de questionamentos.

Assista aqui a reportagem completa, no site do G1: Documento inédito: Samarco sabia desde 2013 que barragem corria risco

 

 

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